terça-feira, 24 de setembro de 2013

Surpresa

Reencontro
Imagem via Google


Minha cabeça dava voltas e o vinho fazendo mais reviravoltas, pensando que jamais o encontraria e esse seria o último lugar para reencontrá-lo. Continuava lindo como da última vez que nos vimos, com mais linhas finas ao redor de seus olhos negros, impenetrável como sempre, o corpo continuava deliciosamente forte,leves fios de cabelos grisalhos e as mãos continuavam do mesmo jeito.Será que tinha o mesmo toque?E a boca carnuda e o sorriso perfeito. Cada detalhe aguçou meu apetite lembrando-me que fazia algum tempo que não sentia nada parecido por alguém.

-Uma noite linda para ficar no jardim! Fugi um pouco do barulho para apreciar um pouco desta maravilha.

-Eu também dei uma fugida para buscar um pouco de ar, lá dentro estava muito quente. E você, o que tem feito?Pelo que falei com a Regina, fazia algum tempo que não a via.

-Encontrei-a outro dia e convidou-me para seu aniversário,dizendo  que teria muitas pessoas conhecidas. Como estava devendo uma visita, resolvi aceitar. Sabia que não poderíamos conversar hoje. Fiz uma força para prestigiá-la, como tinha nenhuma programação, aceitei de imediato.


-Desta vez ela nos pregou uma peça. A festa é dela, mas a surpresa é nossa. Pensei que nunca mais nos encontraríamos, depois da última vez que estivemos juntos.

Continua...

(Bel Rech)

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Passado

Reencontro
Imagem Via Tumblr


Muitas recordações vieram a minha cabeça, como num filme. Nós nos encontrávamos em uma estrada deserta e geralmente a lua era testemunha. Virei devagar para não cair, quando encontrei os olhos de Eduardo.

-Olá, quanta surpresa! Você por aqui. Como vai? - Pensei comigo. Essa era a surpresa da minha amiga.

-Bem e  você?-Respondeu Eduardo.

-Comigo está tudo bem. Não sabia que estaria por aqui! Dá última vez que soube de você, estava fora do país.


-Voltei alguns dias, pois tenho assuntos para resolver. Encontrei a Regina, falamos sobre os velhos tempos, que daria uma festa e já que estava por aqui, poderia encontrar velhos amigos. E realmente encontrei!

Continua...

(Bel Rech)

domingo, 22 de setembro de 2013

A lua

Reencontro
Via tumblr

Entramos numa sala cheia de convidados. Alguns me recordavam brevemente, outros nunca tinha visto, mas logo já estava entrosada.
Ela saiu para atender outros convidados e não deu tempo para perguntar sobre a surpresinha.
Tomei uma taça de vinho, mais uma e a conversa fluía normalmente, não me lembro de ter comido algo. Fui caminhando até o jardim, já que estava encantada com a casa. Cheguei até uma parte do jardim repleto de plantas, sentei-me em um banco rústico. Ali dava para contemplar tanta beleza do verde e das flores multicoloridas e uma lua cheia para dar mais luz ao ambiente.
De repente ouvi alguns passos e ouvi aquela voz que jamais poderia esquecer. Meu coração começou a bater descompassado, suei frio, não tinha coragem de olhar para trás, acreditando ser um fantasma.

-A lua, trouxe-me  muitas recordações!-Falou a voz

Continua...

(Bel Rech)

sábado, 21 de setembro de 2013

Festa

Reencontro
Imagem via Google

Enquanto saía do restaurante correndo até chegar ao meu carro, fiquei curiosa para saber o que seria.Fiquei ansiosa, pois o sorriso dela era muito maroto.
Enfim chegou o dia da tão dita e surpresa festa.  Coloquei um vestido preto, nunca erro essa cor e também olhei minha silhueta no espelho, leve barriguinha, mas o preto disfarçava. Coloquei um sapato preto de salto e retoquei o batom.
Mantive a maquiagem como sempre, leve, mas exagerei no batom vermelho. Para uma festa poderia exagerar um pouco. Talvez encontrasse alguém interessante nesta festa!
Não demorei em encontrar o endereço, um bairro novo e casas novas, com árvores ambos em os lados e todas com cores dos mais diversos tons de verde.  Pensei que, se não me sentisse tão segura no meu apartamento até gostaria de morar em um lugar assim, tranquilo e gostoso, em que os jardins ficavam sem cerca, iluminado  e com segurança na entrada.
Estacionei, dei uma olhada no espelho para ver se estava tudo em ordem. Desci e caminhei alguns metros, já estava na porta.

Toquei a companhia. Regina abriu a porta com um sorriso amplo e bem humorado como sempre, deu-me um grande abraço e fez sinal para entrar.

Continua...

(Bel Rech)

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Reencontro


Reencontro

Imagem do Google

Senti que algo me apertava e não conseguia me soltar. Um peso! Tentava de todas as maneiras levantar, algo me prendia...
Meus olhos continuavam fechados e eu tentava descobrir porque estava presa até o momento que consegui abrir e perceber que um braço estava enroscado na minha cintura como uma corrente.
Lembrei-me da noite anterior, depois de algumas taças de vinho e tentei lembrar tudo que aconteceu, mesmo que a minha cabeça estivesse latejando.
Mas deixei que aquele braço forte se mantivesse ali, pois era o que eu mais queria naquele momento tentar lembrar o que acontecera.
Na noite anterior fui convidada a uma festa de uma grande amiga, que não nos víamos a muito tempo.Foi um encontro casual em um restaurante , trocamos telefones e me convidou para sua festa de aniversário que seria dois dias depois.
Essa minha amiga de adolescência, de festas, segredos e coração, a Regina. Vivíamos sempre juntas, irmãs de alma. Podíamos sempre contar uma com a outra em qualquer circunstância e em qualquer emergência.
Passaram-se tantos anos, mesmo que mantivéssemos contato, raramente nos encontrávamos. Esse foi um reencontro maravilhoso e me fez recordar pessoas do meu passado em que eu acreditava estar enterrado naquela cidade e no meu coração.
A vida é muito estranha e nada deixa passar, mesmo que os anos passem algumas coisinhas do coração, pendentes, ficam escondidas, mas jamais cicatrizadas.
Neste encontro não tivemos muito tempo de colocar a conversa em dia, pois eu estava atrasada para uma reunião. Então, Regina insistiu para que eu fosse a sua festa, pois teria uma grande surpresa para mim. Tive que rir.  Que surpresa ela teria, se fazia algum tempo que não tínhamos mais conversado. Deixei para lá e confirmei com ela.

Continua...

(Bel Rech)

sábado, 10 de agosto de 2013

O poder do silêncio

Pensar antes de reagir é uma das ferramentas mais nobres do ser humano nas relações interpessoais.Nos primeiros trinta segundos de tensão, cometemos os maiores erros de nossas vidas, falamos palavras e temos gestos diante das pessoas que amamos que jamais deveríamos expressar.Nesse rápido intervalo de tempo, somos controlados pelas zonas de conflitos, impedindo o acesso de informações que nos subsidiariam a serenidade, a coerência intelectual, o raciocínio crítico.Um médico pode ser muito paciente com as queixas de seus pacientes, mas muitíssimo impaciente com as reclamações de seus filhos.Pensa antes de reagir diante de estranhos, mas não diante de quem ama.Não sabe fazer a oração dos sábios, nos focos de tensão, o silêncio.Se vivermos debaixo da ditadura da resposta, da necessidade compulsiva de reagir quando pressionados, cometeremos erros, alguns muito graves.Só o silêncio preserva a sabedoria quando somos ameaçados, criticados, injustiçados.Cada vez as pessoas estão perdendo o prazer de silenciar, de se interiorizar, refletir, meditar.O dito popular de contar até dez antes de reagir é imaturo, não funciona.O silêncio não é se aguentar para não explodir, o silêncio é o respeito, pela própria inteligência.Quem faz a oração dos sábios, não é escravo do binômio do bateu-levou.Quem bate no peito e diz que não leva desaforo pra casa, não pensa nas consequências de seus atos.Quem se orgulha de vomitar para fora tudo que pensa, machuca quem mais deveria ser amado, não conhece a linguagem do auto controle.Decepções fazem parte do cardápio das melhores relações.Nesse cardápio precisamos do tempero do silêncio para preparar o molho da tolerância.Para conviver com máquinas não precisamos de silêncio nem da tolerância, mas com seres humanos elas são fundamentais.Ambos são frutos nobres da arte de pensar antes de reagir. Preserva a saúde psíquica, a consciência, a tranquilidade.O silêncio e a tolerância são o vinho dos fortes, a reação impulsiva é a embriaguez dos fracos.O silêncio e a tolerância são as armas de quem pensa, a reação instintiva é a arma de quem não pensa.É muito melhor ser lento no pensar do que rápido em machucar, é preferível conviver com uma pessoa simples, sem cultura acadêmica, mas tolerante, do que com um ser humano de ilibada cultura saturada de radicalismo, egocentrismo, estrelismo.Sabedoria e tolerância não se aprendem nos bancos de uma escola, mas no traçado da existência.Ninguém é digno de maturidade se não usar suas incoerências para produzi-la.Todo ser humano passa por turbulências na vida. Para alguns falta o pão na mesa; a outros a alegria na alma. Uns lutam para sobreviver, outros são ricos e abastados, mas mendigam o pão da tranquilidade e da felicidade.Os milionários quiseram comprar a felicidade com seu dinheiro, os políticos quiseram conquistá-la com seu poder, as celebridades quiseram seduzi-la com sua fama, mas ela não se deixou achar.Balbuciando aos ouvidos de todos, disse: “...Eu me escondo nas coisas simples e anônimas...”.Todos fecham os seus olhos quando morrem, mas nem todos enxergam quando estão vivos. 
Augusto Cury in "Código da Inteligência"

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Entregue

Imagem do Google
Vi em seu olhar tudo que queria sentir, desde o arrepio até seu toque suave...um simples olhar, mas que sabia como desnudar minha alma e meu coração.
Vi em você , tudo que um dia eu queria em alguém, terno, amoroso e apaixonado.
Em cada toque, abraço e beijo foi como se fosse o último e deixei-me levar por seus desejos.
As emoções de cada dia que passava, de sentimentos  totalmente desconhecidos , mas que me inspiravam a entrega sem restrições, sem direito a cobranças.
Totalmente feliz e de coração aberto para amar e ser amada...

(Bel Rech)

Olhos nos olhos -Parte do Reencontro

Imagem Google -Não sei se quero sofrer de novo. Agora estou saindo de sua cama, não tenho muito que pensar. Preciso que me dê...