sábado, 27 de abril de 2013
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Falando de Amor
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A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos. É o mais independente. Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos, as distâncias, as impossibilidades. Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto no exato ponto em que foi interrompido. Afinidade é não haver tempo mediando a vida. É uma vitória do adivinhado sobre o real. Do subjetivo para o objetivo. Do permanente sobre o passageiro. Do básico sobre o superficial. Ter afinidade é muito raro. Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar. Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixaram de estar juntas. O que você tem dificuldade de expressar a um não afim, sai simples e claro diante de alguém com quem você tem afinidade. Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem ou mobilizam. É ficar conversando sem trocar palavras. É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento. Afinidade é sentir com. Nem sentir contra, nem sentir para, nem sentir por, nem sentir pelo. Quanta gente ama loucamente, mas sente contra o ser amado. Quantos amam e sentem para o ser amado, não para eles próprios. Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo. É olhar e perceber. É mais calar do que falar, ou, quando é falar, jamais explicar: apenas afirmar. Afinidade é jamais sentir por. Quem sente por, confunde afinidade com masoquismo. Mas quem sente com, avalia sem se contaminar. Compreende sem ocupar o lugar do outro. Aceita para poder questionar. Quem não tem afinidade, questiona por não aceitar. Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças. É conversar no silêncio, tanto nas possibilidades exercidas quanto das impossibilidade vividas. Afinidade é retomar a relação no ponto em que parou sem lamentar o tempo de separação. Porque tempo e separação nunca existiram. Foram apenas oportunidades dadas (tiradas) pela vida, para que a maturação comum pudesse se dar. E para que cada pessoa pudesse e possa ser, cada vez mais a expressão do outro sob a forma ampliada do eu individual aprimorado.
(Artur da Távola)
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Encontrar-se
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Tem dias que o desejo é estar sozinha , em silêncio...Encontrar-se consigo mesmo!
Hoje é o dia...deixar que o pensamento voe e te leve por caminhos imagináveis e suaves.
Que faça sentir-se tranquila e serena.
Que permita os pensamentos desordenados e descomplicados.
Que te faça feliz por segundos e que retorne sem culpa.
Bel Rech
quarta-feira, 24 de abril de 2013
terça-feira, 23 de abril de 2013
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Viver um grande amor
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Viver um grande amor..Viva!
Se espera viver um grande amor que assim seja...que seja como gente pequena e que seja como gente grande...
Que seja irreal e que seja real...ou até platônico, mas que seja amor!
Que seja amor em todas as vias de seu entendimento e se não entender,busque amor em você e tudo se tornará amor...
(Bel Rech)
domingo, 21 de abril de 2013
sábado, 20 de abril de 2013
Ternura
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Eu te peço perdão por te amar de repente.
Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos.
Das horas que passei à sombra dos teus gestos bebendo da tua boca o perfume
dos sorrisos.
Das noites que vivi acalentado pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo.
Trago a doçura dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer que o grande afeto que te deixo não traz o exaspero das lágrimas
nem a fascinação das promessas, nem as misteriosas palavras dos véus da alma...
É um sossego, uma unção, um transbordamento de carícias.
E só te pede que te repouses quieta, muito quieta e deixe que as mãos cálidas
da noite encontrem sem fatalidade o olhar estático da aurora.
(Vinícius de Moraes)
sexta-feira, 19 de abril de 2013
Acaso
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Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho,
pois cada pessoa é única.
E nenhuma substitui outra.
Cada um que passa em nossa vida,
passa sozinho, mas não vai só, nem nos deixa sós.
Leva um pouco de nós mesmos,deixa um pouco de si mesmo.
Há os que levam muito,mas há os que não levam nada.
Esta é a maior responsabilidade de nossa vida, e a prova de
que duas almas não se encontram ao acaso.
(Antonie de Saint Exuperéry)
sexta-feira, 29 de março de 2013
Emoção
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Andei sem rumo e quando me deparei com você, entendi o que o amor faz com a nossa cabeça.
A razão já não faz falta, mas a emoção como te faz bem.
São tantos sentimentos que alimentam os caminhos ainda dúbios.Tão contraditórios com aquilo que sempre se pensou, em que a cabeça exige, mas o coração é tão intenso, tão entregue.
Que a gente pensa, deixa para lá, são alguns momentos, logo voltaremos a agir normalmente como se nada tivesse acontecido.
Triste engano, triste lamento!
Depois que o amor entra por seus poros, não existe mais nada que o faça tirar de dentro de sua pele, de sua mente e de seu coração.
O amor ataca onde menos dói.No peito, no coração...ali não existe razão nenhuma para que se tenha que tirá-lo.
Ali permanecerá o quanto ele quiser, o quanto desejar e o quanto determinar.
(Bel Rech)
sexta-feira, 15 de março de 2013
A chuva
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O som da chuva batendo na janela, me faz lembrar momentos que estivemos juntos.
Recordações que não saíram tão cedo da minha mente.Toda vez que chove e estou sozinha deixo que me leve por esses doces e breves momentos que tivemos juntos.
Juntos abraçados olhando e sentindo o leve toque de cada gota que batia na janela.
Do que ela fazia com nossos sentimentos exatamente naquele momento único e só nosso.
Onde o amor era a certeza de um amanhecer ensolarado, depois de uma chuva que nos fazia encontrar sentimentos de um verdadeira paz entre o amor e a paixão....
Bel Rech
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Apenas uma chance
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Quero apenas uma última chance para dizer tudo o que eu senti e o que sinto por você.Quero dar detalhes dos meus sentimentos.
Quero poder dizer claramente tudo o que senti durante todos esses anos em que guardei dentro do meu peito.
Da raiva que senti por não ter coragem de enfrentar o medo de reaparecer e colocar para fora o que estava guardado.
De pensar que você viria correndo atrás de mim quando me visse casualmente na rua e ter a esperança de isso aconteceria.
Passou...passou...
E agora os anos se foram, fiquei estagnada sem reagir, sem forças e com o pior dos medos, de ser rejeitada e o pior não ser lembrada.
E tudo o que eu queria era arrancar do peito, todos esse tumulto de sentimentos com raiz para que parasse de me atormentar de vez.
Por quê guardo o que não é bom, mas lá no fundo tenho a plena certeza que é o melhor que posso sentir?
É o que me faz feliz sabendo que não viverei isso, mas nos meus sonhos, eu ainda vivo como se fosse hoje e acredito que esse conto de fadas que foi um dia poderia voltar a viver novamente.
Acorda! Pois a menina adolescente ficou e agora o que tenho é somente sonhos que vive dentro de mim!
Apenas uma chance...
(Bel Rech)
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Encontro marcado
Imagem Bel Rech
Corri para nosso encontro...Você não estava!
Será que me adiantei?Sim o relógio mostrava que estava adiantada...
Meu coração parou por um segundo, talvez dois, minha angústia aumentava a cada olhada no relógio.
O frio que senti não era do vento que balançava meus cabelos, mas sim do medo que ele não viria.
Os arrepios eram uma mistura de dor e de perda.
Nós tínhamos um encontro marcado!
Fui em direção do nosso lugar e sentei-me nas pedras debaixo de árvores frondosas, nosso lugar secreto.
Observei os pássaros, o balanço das folhas e o sussurro do vento, tentando me acalmar.
Coloquei a cabeça entra as mãos e deixei as lágrimas corressem livremente por um encontro sem êxito, por um amor perdido...sem um adeus!
(Bel Rech)
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