quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Só por hoje

Só por hoje direi que estou de mal com a depressão e se ela der as caras aplicar-lhe-ei vinte bofetões de alegria.
Só por hoje darei alta aos analistas, psicólogos, psiquiatras, conselheiros, filósofos e proclamarei que se antes eu era porque era o que eu era, agora sou o que sou porque sou tão feliz quanto penso que sou.
Como penso que sou feliz, logo sou.
Só por hoje direi que a vida é uma festa, acreditarei que a vida é uma festa e farei da festa a minha vida.
Só por hoje admitirei que todo homem nasce feliz, passa a infância feliz, depois cresce e esconde a felicidade para que não a roubem, só que daí esquece onde a colocou. Mas só por hoje lembrarei que estás na minha mente.
Só por hoje rirei à toa e contar-me-ei uma piada tão velha quanto a história daquele sujeito que olhava por cima do óculos para não gastar as lentes.
Só por hoje, revelarei ao mundo que sou feliz e chamarei de absurda toda opinião contrária.
Só por hoje acreditarei que ri melhor quem ri por si mesmo. Já estou rindo.
Só por hoje informarei a todos que sou tão feliz quanto resolvi ser.
Só por hoje guardarei a seriedade no baú e deixarei que a criança interior brinque comigo o tempo todo.
Só por hoje estarei tão bem-humorado que rirei até até daquele anúncio que diz: "Vende-se uma mala por motivo de viagem."
Só por hoje admitirei que ser feliz é tão simples quanto dizer que sou feliz.
Só por hoje estarei tão feliz que não sentirei falta de sentir falta da felicidade.
Só por hoje expulsarei da minha casa a tristeza e hospedarei a alegria, o sorriso e o bom-humor.
Só por hoje abrigarei a felicidade sob o meu teto, vesti-la-ei com roupas do bem-estar, dar-lhe-ei a comida do sorriso, a bebida da alegria e a divertirei com conversas agradáveis e positivas.
Só por hoje me divorciarei do passado, romperei o namoro indecoroso com os males do presente e casarei indissoluvelmente com a felicidade.
Só por hoje hastearei a bandeira do bom-humor sobre meu próprio território.
Só por hoje decidirei que sou definitivamente FELIZ.

(Paulo Trevisan)
Mensagem do dia-Rádio mais nova

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Percebam o quarto momento

Depois de tantas expectativas em torno dessa árvore, vou associando em minhas manhãs pequenas e grandes dúvidas e buscando a resposta do quanto somos parecidas.
Ela agora está reestabelecida , vigorosa, frondosa e maravilhosa...
Nós também nos sentimos assim quando estamos infinitamente em paz com nosso interior, com aqueles que participam da nossa vida, com a natureza e com nosso lado espiritual.
Aqui descobrimos e nos redescobrimos.
Em todos os estágios da vida, criamos raízes e experimentamos tudo que ela nos oferece, como esta árvore também passou , fincou suas raízes e a cada estação se renova.
Assim seguimos.




Acompanhe: Perceba o primeiro momento
Acompanhe: Perceba o segundo momento
Acompanhe: Perceba o terceiro momento

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Blogagem Coletiva-Como era ser criança na minha infância?

A criança que fui...

Proposta do Blog da Ingrid  Desconstruindo a mãe

Lembro muito bem como era ser criança a mais ou menos trinta anos atrás...a gente era criança de verdade, diferente das crianças hoje  e quando eles perguntam para a gente: "-Não tem nada para fazer!"
Eu tive uma infância com minhas irmãs...quando passava o dia brincando com qualquer coisa que aparecesse.No terreno vazio da lado de casa, era todo nosso.Lembro que fazíamos piquenique com bolacha de água e sal e K-suco de laranja.Às vezes tinha umas bolachas doce e doce de figo e passava o dia inteiro brincando debaixo da árvore Cina-Cina, quando empurrava um pneu de carrinho com um ferrinho, ou andava com a bicicleta monareta que minha prima tinha( a única  do bairro).
Aprendi a andar com meu tio segurando no banco e empurrava de uma vez só e os tombos eram fenomenais, os cotovelos e joelhos ficavam sangrando, mas seguíamos tentando e não tinha mãe para ver se precisava ir no pronto socorro...
Balanço em qualquer árvore, subir em árvore todos sabiam.
E quando a gente passava as férias na campanha, com todos os primos, essa foram as melhores épocas da criança que fui..Fazendinha dos ossos dos bichos,banho na sanga, só depois de baixar a comida para não dar uma "indigestã", como dizia minha tia, ficava com bigode da água salobra e quando não grudava "umas quantas" sanguessuga, mas sempre tinha sabão de soda para soltar...Aqueles campos eram pequenos para nossas descobertas, atirar pedra nos ninhos de camotim e se atirar na sanga, andar de carroça,buscar água na cacimba, correr no meio dos milharal e quando dava uma dor de barriga...
Isso meus filhos não farão, mesmo que eu leve sempre para visitar e conhecer os lugares que tivemos,  é nossa história...
Quando chegava o fim da tarde, era comer, escutar causos de lobisomem e uma vez o outra um baile de campanha.
No outro dia começava tudo de novo e foi inesquecível ser criança nesta época...

Perceba o terceiro momento

Aqui ela está praticamente tomada  de folhas!
Nós nascemos e acrescentamos ao longo de nossa vida aquilo de bom que fizemos,
enchemos nossas mãos como os galhos das árvores.
A árvore oferece a sombra, oferece alimento...e nós da mesma forma temos muito
disso para oferecer,o abraço,o carinho, o amor.
Lá na ponta da árvore ainda tem alguns galhos secos, talvez falta algo para
 preencher com aquilo que não fomos suficientes maduros para entender e
absorver tudo aquilo que ainda não sabemos.
Gostaria de acrescentar algo mais?


Acompanhe: Perceba o primeiro momento
Acompanhe: Perceba o segundo momento














segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Perceba o segundo momento


Percebemos já que seus galhos antes vazios já estão carregando aos poucas folhas
novas e meu café da manhã tem sido de descobertas, pois como as
árvores temos algo de parecido.
Nascemos,florescemos,frutificamos,envelhecemos e morremos.
Tem algo que fica!Estão percebendo algo?




Acompanhe o primeiro momento: Perceba o primeiro momento

domingo, 9 de outubro de 2011

Perceba o primeiro momento

Da janela da minha casa tem uma árvore que adoro...tomo meu café olhando
para ela todos os dias.
Faça chuva ou sol, ela está ali me encarando
 e eu também à desafio firmemente.
Decidi tirar umas fotos para acompanhar sua desenvoltura depois do inverno,
quando caiu completamente suas folhas.
Incrível esse acompanhamento, pois logo que eu acordava abria  a janela para
 observá-la...apenas seus galhos como mãos levantadas para o céu,
 parecia pedir ajuda.
O que tem ela de parecido com nós?



Posted by Picasa

sábado, 8 de outubro de 2011

Quando nossos olhos se encontraram




Imagem do Google

Não foi por acaso aquela tarde de domingo... quando meus olhos vagavam sem pretensão nenhuma e encontraram seu olhar negro à observar meu passeio displicente.
Quando nossos olhos se encontraram, ficamos ali sem noção do tempo que levou.
As nuvens pararam, não havia mais nenhum ruído... apenas seu olhar de encontro ao meu.
Foi uma entrega total de sentimento, de coração, de alma.
Foi o encontro mais verdadeiro que tive com você, ali nos entregamos sem reservas, pois não poderíamos mentir em um encontro tão claro e tão apaixonante. Não tivemos tempo de desviar nosso olhar e no olhar não há mentira...
Mas quando nossos olhos não se encontraram mais, senti que ali meu mundo tinha se acabado.
Pois nunca mais o encontrei vagando por aí.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Você não disse adeus...

Todo esse tempo que passou, o meu maior sentimento não foi da perda e sim do adeus não dito.
Nossa relação não teve fim!
Simplesmente você foi e eu fiquei a espera de uma ligação, um bilhete,um recado, um adeus.
Nada foi dito, nada lamentado, nada rompido.
O dia passou, os anos passaram e ainda pesa seu adeus...
E nossa história que não teve fim, talvez no próximo amanhecer eu tenha sua resposta
para seguir minha estrada.
Que essa dor de sua partida termine logo, com um simples adeus!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Você tem que encontrar o que você ama...

Esse título é uma frase de Steve Jobs, que está circulando hoje pela Internet e também nos noticiários de sua morte.(Criador da Apple)
Apenas vou comentar sobre essa frase em que me tocou profundamente e é isso que busco além de buscar o amor em todas as suas formas.
Essa busca e esse encontro com o que a gente ama, é uma busca constante.Digo eu, pois eu busco o amor.
Encontrei na minha família, encontro a cada dia que posso fazer bem para alguém.
E sobre tudo aquilo que falamos na  Blogagem coletiva Há amor em mim , mas não me encontrei profissionalmente ainda, já fiz de tudo nesta vida, já testei muitas habilidades, já  fiz muitos cursos para ver o que me faltava e juro que estou na idade madura e não sei o que gostaria de fazer realmente por amor.
Alguns se encontram tão rapidamente e por que será que alguns demoram tanto para esse encontro pessoal?
Falta essa parte, talvez demore mais tempo que eu precise ou quem sabe em uma semana descubra realmente o que eu me identifico realmente.
Uma ferramenta que tenho gostado muito e tenho certeza que me apaixonei é a blogosfera, onde trocamos tantos experiências e a escrita me fascina.
Enquanto não me encontro nesta área,  vou analisando minha situação de amor com o mundo virtual.
Será que é isso????

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Como entender!

Gostaria de entender porque os homens não conseguem entender as mulheres em alguns sentidos, porque temos que estar a disposição sempre?
Eu fico louca da vida com isso...
Antes eu ficava preocupada, mas agora não fico não.Acredito  que o que eu sinto é minha vontade e não vontade dele.Que meus anseios e desejos devem e são minha prioridade e nada vai me tirar isso.
Tenho vontade própria e quero sentir que são minhas e de ninguém mais.
Se não fizer do jeito e maneira sentem-se no direito de ficarem emburrados  e nós que somos as sentimentais.Mereço!!
Já perceberam quando ficam doente?
Passam o dia inteiro gemendo pelos cantos e quando a gente fica? Ficamos o dia inteiro sentindo a dor,latejando, mas sequer falamos ou nos queixamos.
Antes eu ficava guardando tudo e fazia as coisas automaticamente, um dia joguei tudo para o alto e disse que só faria aquilo que tivesse vontade e que me fizesse bem.
Falo tudo isso no sentido geral  e ter que fazer alguma coisa para agradar, no sentido duplo também.
Penso que um casal tem que ter seus gostos e preferências sem magoar o outro, aceitar o espaço do outro, não como fosse o escravo do outro.
Tentamos de todas as maneiras entrar em um diálogo sem entrar em discussão.
E quando estou no meu silêncio, tento encontrar uma explicação por serem tão práticos e objetivos?
Isso acontece poucas vezes, mas quando acontece, me segurem.
Vai entender ...e depois somos nós as complicadas.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

São Francisco de Assis


Basílica São Francisco de Assis-Itália
Imagem de Bel Rech

Hoje dia de São Francisco de Assis...A história de São Francisco é de um desapego total das coisas materiais.Quem faria isso na atualidade?
Eu não tenho esse desprendimento todo e nem poderia, pois na minha mentalidade não cabe tanto, embora "tentar" colocar no meu coração simples frases da oração de São Francisco.

"Ao menos tentar ser um instrumento de vossa paz...
Deixar o ódio de lado e acrescentar amor e dar amor...
Que eu esqueça e perdoe...
Que na discórdia eu tenha em mente que devemos ser comunhão e não divisão...
Que na minha dúvida, que eu tenha certeza de um Deus misericordioso e que minha fé seja aumentada...
Que nos meus erros querendo acertar, que tenha discernimento e humildade para aceitar a verdade dos outros...
Que eu não me desespere com uma tempestade,pois ela passa e o sol volta a brilhar sempre...
Que a alegria faça parte de mim e contagie aqueles onde a tristeza faz parte de suas vidas...
Que a luz seja constante, que Deus me ilumine e que brilhe a luz no coração de todos...
Que isso seja apenas o começo, que não me acomode...
Que eu busque ser melhor para os demais...
Que eu entenda, compreenda e compartilhe...
Que eu dê sem exigir nada em troca...
Que eu ame sem distinção...
Que Deus me oriente neste caminho onde São Francisco se doou sem restrições."
Amém!




segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Eu posso falar

Sabe quando a gente precisa levantar o dedo para falar...pois é às vezes nos deparamos com pessoas assim em que precisamos fazer isso.
Não dá tempo de responder, que já vem outra avalanche de outros assuntos.Mal termina um e já vem mais um rodo compressor.
E eu falo, mas desta vez perdi a vez.
Tem pessoas que falam sem respirar, não dá tempo para tal procedimento.
Outras falam atropelando tudo, misturando assuntos sem sentido.Outros ainda falam com experiência total, com julgamentos e rótulos.
Um tempo atrás eu ficava desesperada para tentar falar e colocar meu ponto de vista primeiro.Com o amadurecimento me seguro e tento colocar em prática "Falar menos e ouvir mais, ter dois ouvidos e uma boca", difícil! É um eterno exercício para meus ouvidos e minha boca.
A vida nos ensina que devemos fazer uma coisa de cada vez e sempre com delicadeza, humildade e sabedoria.
Aprendi que posso ser paciente e calar sempre que necessário.
Geralmente depois de uma palavra atirada ao vento não tem mais retorno.Então me faço de surda para certos assuntos que não me dizem respeito, embora ainda quizesse dar um pitaco.
Mas é melhor ainda ficar apenas em silêncio!

sábado, 1 de outubro de 2011

Desabafo

Outro dia estava ouvindo mais uma mensagem do dia e tenho que partilhar, compartilhar e roubartilhar com vocês, pois me deixou à matutar todo dia. Não é que essa velhinha tem razão sobre o meio ambiente.


Na fila do supermercado, o caixa diz para uma senhora idosa:

- A senhora deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não são amigáveis ao meio ambiente.

A senhora pediu desculpas e disse:
- Não havia essa onda verde no meu tempo.

O empregado respondeu:
- Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com nosso meio ambiente.

- Você está certo - responde a velha senhora - nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente. Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.

Realmente não nos preocupamos com o meio ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões.

Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente. Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secava nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.

Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias. Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como?

Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usávamos jornal amassado para protegê-lo, não plástico bolha que dura cinco séculos para começar a degradar. Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade.

Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lâmina ficou sem corte.

Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.

Então, não é risível que a atual geração fale tanto em meio ambiente, mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?

Leia Mensagem do dia-Rádio mais Nova

O autor desconheço, se alguém souber, por favor me informe para dar os devidos créditos.